quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O gênio do crime, de João Carlos Marinho.

O Gênio do Crime inaugurou em 1969 as aventuras da Turma do Gordo, dando início a uma série de histórias de aventura, mistério e suspense, salpicadas com boa dose de humor. Com todos os ingredientes das histórias policiais: uma intriga instigante, a presença de um enigma a desvendar, detetives , suspeitos , testemunhas e um enredo bem engendrado, a obra foi muito bem recebida pela crítica e pelos leitores na época da publicação e continua até hoje fazendo sucesso, já na 48a edição. O tema, a falsificação de figurinhas por uma fábrica clandestina, move o universo das personagens, um grupo de amigos , na tentativa de conquistar o prêmio (um jogo de camisas de um time de futebol oferecido àqueles que completassem o álbum) , vão reclamar seus direitos na fábrica e acabam tornando-se amigos do fabricante das figurinhas, que quase vai à falência por causa do derrame de figurinhas falsas de uma fábrica clandestina. Conquistada a simpatia do Seu Tomé, dono da fábrica, e do Mr, detetive inglês invicto, contratado para descobrir os falsários, os meninos ganham a simpatia do especialista e passam a agir como auxiliares do detetive. Vigiar cambistas, seguir pistas, arriscar-se em manobras perigosas dão à intriga policial o sabor da aventura, seduzem e enredam o pequeno leitor que com os meninos se identifica e vive intensamente até o desvendamento do enigma. O texto, numa linguagem direta e acessível ao leitor, é temperado com pitadas de humor bem dosado, principalmente nos encontros da turma com o Mister. O Gênio do Crime tornou-se uma clássico das histórias de detetive na literatura infantil brasileira, inaugurando uma série de histórias do gênero escritas pelo autor. Travestidas de Sherlock Holmes e utilizando o raciocínio dedutivo, são as crianças que conseguem desvendar o enigma da fábrica clandestina de figurinhas, uma oportunidade de demonstrar a inteligência, a sagacidade, o senso de responsabilidade que elas possuem, mas nem sempre são mostrados nas páginas da literatura infanto-juvenil. O autor já teve outros livros premiados, abraçou outros temas, mas foi este tipo de enredo que o consagrou. As ilustrações em preto e branco não são imprescindíveis dada a força da trama, mas por se tratar de uma obra cujo suposto público alvo é formado por adolescentes, servem de pausa para respiração e de descanso ao leitor, totalmente envolvido pelo texto. O formato e o projeto gráfico são compatíveis com esse tipo de obra já que estão voltados para um leitor mais experiente. Rosa Cuba Riche. Fonte: http://www.globaleditora.com.br/joaocarlosmarinho/fatima_miguez.htm.

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