segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sábado, 12 de novembro de 2011
O campeonato, de Flávio Carneiro.
Em O campeonato, 2009, o personagem André tem 26 anos e um único vício: ler romances policiais. Sem rumo na
vida, pressionado pela namorada e pelo irmão mais velho e bem-sucedido
profissionalmente, o rapaz resolve fazer um curso de detetive particular
por correspondência, unindo sua paixão literária à necessidade de
arranjar um emprego. Depois de anunciar seus serviços de detetive num
jornal, André recebe enfim seu primeiro cliente, um milionário que se
identifica apenas como Montenegro e cujo filho, Pedro, de 18 anos,
desapareceu misteriosamente. As pistas são escassas e os responsáveis
pelo desaparecimento do rapaz não entraram em contato com a família
pedindo resgate. Juntos, André e seu inseparável amigo e assistente, o
Gordo, começam a desvendar segredos que envolvem figuras da alta
sociedade carioca, personagens misteriosos e belas mulheres, como a
sedutora detetive Mariana e a adolescente Lívia. A investigação leva
André a descobrir uma bizarra competição, batizada apenas de O
Campeonato, que pode colocar em risco sua vida e a de pessoas próximas,
numa espiral de suspense que se mantém até o fim. Passeando por bairros e
bares tradicionais do Rio de Janeiro, os personagens percorrem as ruas
de Copacabana, Leblon, Alto da Boa Vista, Tijuca, Vila Isabel, Engenho
Novo, Lapa e Santa Teresa, frequentando endereços tradicionais da boemia
carioca, com direito a citações de autores como Rubem Fonseca, Dashiell
Hammet, Rex Stout e Agatha Christie, entre outros.
Fonte: http://www.romancespoliciais.com.br/2009/11/livro-o-campeonato-flavio-carneiro.html
Clube de campo, de Rubens Scavone.
Clube de campo, que recebeu o Jabuti - o maior prêmio literário
brasileiro - de melhor romance de 1973, é obra de comentário social em
estrutura de mistério, em torno do assassinato de uma jovem num clube de
campo. O pano de fundo aqui é a viagem da Apollo 11 à Lua.
Chamou a atenção não apenas do júri da Câmara Brasileira do Livro, que
lhe conferiu o Jabuti, mas do crítico Wilson Martins, que apontou que
"Rubens Teixeira Scavone escreveu o romance policial com estilo
literário, acréscimo nada desprezível numa espécie em que a carência
estilística é quase uma prova de autenticidade. Para ele o romance é uma
arte - uma das artes de literatura que fixam, em cada momento dado, o
nível da força criadora de um povo." Hélio Pólvora saudou o romance com:
"O toque policial, o toque à ficção científica, o exame minucioso de um
corte transversal da sociedade, à maneira contrapontística celebrizada
por Aldous Huxley. Scavone escreve fluentemente, com graça e leveza. Sua
prosa tem uma espontaneidade até certo ponto espantosa..." E Homero
Silveira enxergou o Scavone de Clube de campo desta maneira: "Com
inegável garra balzaquiana e forrado de material farto e bem elaborado,
senhor de um senso de observação e de crítica invulgar entre nós, dono
de uma linguagem forte, de uma estrutura narrativa exata, tem tudo o
escritor paulista para um levantamento preciso e honesto da tragicomédia
humana em que nos movimentamos." Bob Fernandes. Fonte: Terra Magazine.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Eu, detetive: o caso do sumiço, de Stella Carr e Laís Carr Ribeiro.
Eu, Detetive, 1990, é um livro com uma postura diferente, que pretende associar jogo e literatura. Cada local de uma pequena cidade é um capítulo que entrega uma pista diferente para nossos heróis: Miúdo, Rita, Rapa e EU (o leitor). O leitor pode somente ler o livro de cabo a rabo ou se juntar a amigos e lê-lo numa ordem aleatória, tentando dar cada um sua própria solução ao mistério. Um grupo musical chamado Quarteto Segura as Calças desaparece pouco antes de seu primeiro grande show, logo após receberem um bilhete ameaçador. Os suspeitos são vários: a banda de meninas concorrentes, o antigo empresário da banda, um rapaz ciumento e um hotel concorrente da casa de shows. O final pré-estabelecido pelas autoras foi o de que o antigo empresário se juntou ao japonês do posto, que estava apaixonado pela namorada do guitarrista, e sequestrou o grupo, mas outras possibilidades podem ser dadas pelos leitores. Fonte: Editora Moderna..
Sete paus, de Mario Prata.
Em Sete de Paus, 2008, o leitor é conduzido por um enredo à altura dos clássicos do gênero, mas com um ingrediente que faz toda a diferença: seu peculiar humor. A trama tem início quando Hans Schneider, professor da Universidade Federal de Florianópolis, de reputação inabalável, aparece morto com um tiro na testa e com o próprio pênis enfiado na boca. Na virilha, uma carta de baralho: o sete de paus. Durante a investigação, ocorre outro assassinato com as mesmas características, o que leva a polícia a trabalhar com a hipótese de se tratar de um serial killer. Qual o motivo e, principalmente, quem estaria por trás desses crimes era uma pergunta que só o agente federal Ugo Fioravanti Neto e o seu jovem parceiro Darwin Matarazzo poderiam responder. E tinha de ser rápido - antes que o assassino em série fizesse mais uma vítima. Fonte: Livraria da Travessa.
Os viúvos, de Mario Prata.
O livro Os viúvos, 2010, segundo romance policial de Mario Prata, traz uma nova aventura do detetive Ugo Fioravanti e seu fiel companheiro Darwin Matarazzo na bela ilha de Florianópolis. Desta vez o ex-policial federal e agora detetive particular, Fioravanti, terá que desvendar dois sequestros, encontrar a dona de um belo traseiro pedido do príncipe de Dubai e descobrir quem é o louco remetente E.R.N. que lhe envia e-mails com desabafos sobre sua vida tediosa, seus problemas com a Receita Federal e com avisos dos vários crimes que cometerá. Será que os acontecimentos e os emails misteriosos têm alguma ligação? Quem é, afinal de contas, esse tal E.R.N.? Além da tumultuada rotina de uma investigação criminal, Fiora ainda precisa lidar com um triângulo amoroso envolvendo uma ex-namorada e sua filha, e resolver os problemas matrimoniais de Darwin, seu assistente. Nas 288 páginas cheias de suspense, permeadas pelo inconfundível humor corrosivo de Mario Prata, o leitor viaja pelo universo policial irreverente e instigante do autor, que usa e abusa de notas de rodapé sobre os nomes citados ao longo da trama, que revelam quem são, o que fazem e a ligação de cada um deles com os crimes, com o possível criminoso e com o detetive Fiora. Fonte: Livraria da Travessa.
domingo, 6 de novembro de 2011
A ideia de matar Belina, de Luiz Lopes Coelho.
O advogado paulistano Luiz Lopes Coelho é o elo perdido entre a
tradição anglo-americana do romance policial e a moderna narrativa
criminal brasileira. Seu detetive, o dr. Leite é o primeiro exemplar de
uma galeria de investigadores como Mandrake (de Rubem Fonseca), Espinosa
(de Luis Alfredo Garcia-Roza) e Venício (de Joaquim Nogueira). Há
trinta anos as livrarias não oferecem contos de delicioso sabor belle époque desse A idéia de matar Belina, 2004. Com o retorno de Lopes Coelho à cena do crime, a editora DBA faz justiça ao charmosos e bem humorado introdutor de nosso romance criminal. Fonte: Livraria Saraiva.
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